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ÖUS PARTEUM

Após 9 colaborações, eu lanço meu modelo assinado com a ÖUS. O tênis é um encontro de função, design, estilo e durabilidade. O cabedal foi feito pra aguentar a lixa. A sola, vulcanizada, te ajuda a sentir o skate mais perto dos pés. A palmilha em PU absorve bem o impacto. ‪#ÖUSPARTEUM‬, feito no Brasil, com muita classe.

Rant Criativo (?), 08.04.15

Tomando chá, assistindo a um seriado sobre um ladrão/ex-agente de alguma agência americana, fã de ópera, ballet e filósofos alemães…

Seu assistente não tem sobrenome, é filho de alguma nação pobre da África…Tem um disco de Rap pronto só na premissa.

O mundo tem tanta história… Obras de ficção, de verdade… Quando a gente não está se matando e/ou se odiando, somos seres interessantes.

90% de qualquer negócio é pedir dinheiro p/ alguém que tem mais do que quem pensou a ideia… Fico imaginando quem vende um seriado desses…

Digo, licencia. Quem está no ramo de propriedade intelectual compartimentaliza tudo… como as agências de inteligência, de publicidade…

É o tal ato de olhar de cima, separar tudo, guardar numa caixa e saber quando e como montar de volta assim que o cliente aparece.

Saí da faculdade de saco cheio do modus operandi proposto. Incrivelmente, é assim que o mundo funciona –– no limite de qualquer paixão.

E se eu rasgar os pés nessa borda, esse é o preço. Acabou mais um episódio aqui.

Rant Patriótico (?) 15.03.15

Parte da mágica do Brasil está na ideia de sermos o que quisermos. A mágica está acabando. Não somos Venezuela, não somos EUA, nem França…

Nossa identidade é uma amálgama estranha. Repele a verdade dos fatos, se apropria de outros. Meias verdades e meias vitórias.

E a classe média, dos últimos 12 anos, pensa como os ricos que ela assistiu na TV, de 82 pra cá. A ditadura é um parente distante.

Pensamento de bloco regido por um pequeno grupo. O retorno do investimento é variável, individual e não muda o status quo…

É briga por um brinquedo de trilhões, mas você não é o dono — de fato. O brinquedo é você, funcionando pra eles.

A classe média tem tudo, menos classe.

Rant Criativo (?), 05.02.15

O que eu conheço de seres humanos decentes, gente que trabalha em loja de shopping o dia todo e guarda grana pra gravar suas composições…

Só um parecer: a era das demos acabou. Uma vez que o som estiver gravado, edite, tire ISRC e faça o trampo orgânico de divulgação…

E é claro, mixe e masterize o som direitinho. Na gravação, tente usar um mic compatível ao seu timbre de voz.

Na falta de mics mais caros, pra Rap, um SM58 vai resolver bem 90% dos casos. Já gravei em armário, box de banheiro…

Quem faz música sem pensar na qualidade da gravação, mesmo em tempos de arquivos extremamente comprimidos, precisa de um puxão de orelha.

Sobre o conteúdo das rimas, até onde eu sei, o que mantém os versos em pé = realidade, subjetividade, poder de observação e síntese.

Sobre flow, respiração, maneirismos de cada MCEE: todo mundo acaba fazendo o que parece estar de acordo com o que gosta + conforto.

Sobre presença/domínio de palco: No meu caso, eu me perco e me encontro toda vez que estou lá. Prática e estado de espírito definem tudo.

E não é palestra, nem papo de manda-chuva. Quanto mais gente fazendo rap bom, bem construído, bem gravado e bem apresentado, melhor.

Estamos falando de um conjunto de expressões humanas. A gente (se) estuda, narra a própria história em tempo real…

Cria códigos ao se vestir, ao se encontrar p/ rimar ou pra ouvir alguém rimando, pra dançar… O “compromisso” é com o elemento humano.

O tamanho do compromisso de cada um varia.

Eu não tenho dificuldade nenhuma em admitir a magnificência dessa cultura. Mesmo quando a beleza surge dos filtros que eu mesmo criei.

Fim de rant criativo.