Desde que a mídia especializada começou a falar sobre Uncharted 3, comecei a pensar numa estratégia para adquirir um PlayStation de última geração. Um amigo voltando de viagem… uma masterização de última hora em NYC, algo que garantisse tal aquisição por um preço razoável.
Depois de anos sem me interessar por consoles, franquias e jogabilidade, me rendi à proposta de um amigo que decidiu vender seu PS3 80 GB em pequenas parcelas… BINGO!
Jogo games desde o Telejogo, compro games (com meu próprio $$$) desde o Nintendinho… Entretanto, pela primeira vez em 20+ anos, meu pai balançou com um jogo. Acho que a tal fase em que Nathan Drake é adolescente + a maneira que a história é contada/jogada ganharam o coração do Seu Toninho. As noites das últimas semanas se resumem às sessões de filmes de Sidney Poitier, Harry Belafonte, Louis Gosset Jr. e/ou sessões do jogo que “é melhor do que os filmes de Charles Bronson”. Minha única reclamação, que também foi apontada pelo povo de um dos meus videocasts prediletos, é a configuração do sistema de combate com armas. Em resumo, Uncharted 3 é o jogo que eu queria ter jogado quando tinha 13-14 anos: Um Castlevania que não fosse só plataforma e não envolvesse vampiros. BINGO x 2!!
E aí, numa tarde ensolarada na Avenida Paulista, bem perto de onde você e sua filha nasceram, seu pai revela que nunca sofreu pra entender as decisões dos filhos.
Mesmo tendo eu menos posses, menos filhos e menos dores de cabeça do que o Sr. Antonio Luiz tinha na minha idade, o resumo do papo de fim de ano é: Você sempre fez o que bem quis da vida, com prudência. Está funcionando. Não pare!
Esse sentimento de que o destino do filho revela a vitória de duas gerações me intriga e emociona num grau parecido. Como meu pai antes de mim, eu sou um Jedi. Fim de papo.